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Black Swan

Vi Cisne negro. O filme não se atreve a mergulhar na alegoria que faz do eterno conflito interno; mas tem o inegável lado bom de, a partir de um maniqueísmo preto e branco, chegar ao tricolor.
[alerta: falarei abaixo do enredo]


É verossímil a apresentação da realidade competitiva do balé, carregada de vaidade e inveja que, supomos, contaminam até as bailarinas mais ingênuas da profissão. Mas é o apego à verossimilhança, do qual o cinema  comercial não consegue se livrar, que impede um voo mais alto do cisne interpretado por Natalie Portman.

Parece que nascem asas na bailarina? Calma que não é metáfora, é delírio da personagem, poderia responder um produtor. Mas em algum momento o suspense (de jogo de espelhos, de “opa, tinha alguém ali no canto”) e a metáfora da luta eterna contra a hubris, pela completude, colaboram para fazer do filme uma experiência estética atraente.

Site oficial: http://www.foxsearchlight.com/blackswan

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