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Lição de casa: Os sapatinhos vermelhos


Meu amigo Antonio Zago desafiou-me a uma sessão de Os sapatinhos vermelhos depois de falarmos sobre Cisne negro.

Eu não poderia deixar de fazer a lição de casa sugerida por um crítico de arte tão simpático e peguei o filme de 1948 num sebo.

De fato, ambos têm como ponto central a paixão pela dança. Paixão como afetação que se opõe à razão, como doença até. Zago diz que esse filme é responsável pelo surgimento de uma geração de bailarinas; não há dúvida de que pinta bem o amor, ops!, a paixão pela arte.

Do ponto de vista formal, Os sapatinhos vermelhos toma a liberdade de fazer uma adaptação do balé para a tela que deixa muita videodança contemporânea no chinelo: a obra ganha truques de montagem (como a protagonista vendo a própria imagem projetada na vitrine a dançar com os tentadores sapatinhos) e um cenário que não caberia na maioria dos teatros.

Sua alegoria é mais discreta: a  bailarina também se metamorfoseia pela dança, sem que isso seja um choque. O que pode desapontar é a opacidade do sangue que jorra em contraste com o fulgor dos sapatinhos; mas isso deve ser opinião de quem gosta de um filme de horror tão pouco discreto quanto Cisne Negro.

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